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    Impasse em Ibirité: Prefeitura disse que fez os repasses e a OS “Mais Saúde” nega. Além de atrasos, condições da assistência são preocupantes

    Publicado em 10 de junho/2021

    Médicos do município de Ibirité, contratados como Pessoa Jurídica, participaram, dia 1 de junho, de reunião com o Sinmed-MG para discutir sobre os encaminhamentos do sindicato em relação a atrasos de pagamentos e condições de trabalho.

    Durante a reunião, os diretores fizeram uma recapitulação do movimento, desde as denúncias no ano passado sobre atrasos nos pagamentos pela “Mais Saúde’, organização social responsável pela gestão. 

    No dia 26 de março deste ano, a situação complicou-se mais ainda, com o rompimento do contrato da Prefeitura com a “Mais Saúde”. Um novo acordo foi assinado com o ICISMEP (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paraopeba) para a gestão e prestação da assistência ambulatorial e hospitalar no Hospital e Maternidade Regional e Unidade de Pronto Atendimento municipal.

    O diretor Samuel Pires relatou sobre o encontro realizado com Carina Bitarães, dia 13 de maio, quando a secretária de Saúde informou ter ciência dos atrasos, mas eximiu a Prefeitura de responsabilidade, afirmando estar em dia com os repasses. A secretária negou que no município houvesse desassistência (diferentemente do que o sindicato constatou nas visitas às unidades) e falta de médicos, apesar das denúncias que muitos deixaram o plantão pela falta de pagamento.

    Também em resposta a ofício enviado pelo Sinmed-MG, a “Mais Saúde”  alegou que a Prefeitura estava devendo mais de R$ 9 milhões, por isso não podiam honrar os compromissos com a categoria.

    Além da questão da falta de pagamento, foram debatidos tambémproblemas relacionados à assistência, como leitos de CTI parados por falta de insumos e Recursos Humanos; falta de insumos diversos desde papel e tonner para a impressora, papel para o eletrocardiograma, fios para sutura, medicamentos; condições insalubres como vazamentos;  sobrecarga de trabalho; alta rotatividade dos profissionais. Os médicos levantaram outras questões importantes como: progressão salarial dos estatutários parada desde 2014, falta de um plano de carreira e a possibilidade de fechamento do hospital de Campanha/COVID.

    No dia 8 de junho, o sindicato enviou novo ofício à Prefeitura solicitando o encaminhamento dos documentos comprobatórios dos devidos repasses contratados entre o Município e a Organização Social de Saúde, durante todo o período de vigência do contrato de gestão 114/2017 e seus aditivos, com a finalidade de demonstrar a realização do cumprimento financeiro do contrato.

    Médicos e sindicato aguardam um retorno da Prefeitura para novos encaminhamentos. Espera-se também que haja espaço para discutir junto à gestão os termos do novo contrato de terceirização que visem prevenir que essa situação de “calote” se repita no futuro, o que já seria a terceira vez na história recente do município.