O Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) manifesta sua profunda indignação e repúdio ao mais novo episódio de violência contra um profissional de saúde em Belo Horizonte. Nesta quarta-feira, 12 de agosto, às 11h40 da manhã, uma médica foi agredida por uma paciente dentro do Centro de Saúde Pilar, no Barreiro, obrigando a unidade a suspender os atendimentos de rotina e a manter, nesta quinta-feira, 13 de agosto, apenas os serviços de urgência.
Neste caso específico de violência do Centro de Saúde Pilar, a mesma usuária já agrediu vários profissionais da unidade, e mais uma vez não havia guarda municipal no momento da agressão. Muitos profissionais já saíram deste Centro de Saúde por causa da violência. Este tipo de situação prejudica não só os profissionais de saúde, mas também toda a população local, destaca o diretor-presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, André Christiano dos Santos.
Infelizmente, este não é um fato isolado. O Sinmed-MG vem, há anos, alertando as autoridades municipais e estaduais para o crescimento alarmante dos casos de agressão física e verbal contra médicos, enfermeiros e demais trabalhadores da saúde dentro dos próprios locais de trabalho. Unidades básicas de saúde e UPAs de diferentes regiões da capital já registraram episódios semelhantes nos últimos meses, o que evidencia um problema estrutural, e não uma exceção.
O médico é um profissional que dedica sua vida ao cuidado do outro. Não é aceitável que, para exercer a medicina, esse profissional precise temer por sua própria integridade física. A violência dentro dos serviços de saúde não atinge apenas quem é agredido: ela adoece toda a equipe, compromete a qualidade do atendimento e afasta profissionais de unidades que mais precisam deles.
O Sinmed-MG cobra da Prefeitura de Belo Horizonte a efetiva implementação e o reforço do Plano de Segurança para as Unidades de Saúde, com presença permanente de agentes da Guarda Civil Municipal, protocolos claros de acolhimento aos profissionais agredidos e canais rápidos de notificação e responsabilização dos agressores. Defendemos ainda que casos como este sejam tratados com o devido rigor pelas autoridades policiais, para que a impunidade não se torne um estímulo à repetição da violência.
“Um ambiente de trabalho seguro não é privilégio, é condição mínima para que o médico possa exercer sua profissão com a dedicação que o paciente merece. Estamos solidários à colega agredida no Centro de Saúde Pilar e reforçamos: a categoria médica de Minas Gerais não vai naturalizar a violência como parte da rotina de trabalho”, afirma André Christiano dos Santos, presidente do Sinmed-MG.
O Sinmed-MG reitera seu compromisso de acompanhar de perto o caso, prestar toda a assistência jurídica e institucional necessária à profissional agredida e seguir cobrando das autoridades públicas medidas concretas e permanentes de proteção a quem cuida da saúde da população.