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Sinmed-MG participa de reunião para discutir o futuro do Hospital Padre Eustáquio

O diretor de Mobilização do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), Cristiano Maciel, participou nesta segunda-feira, dia 13 de julho, de uma reunião do Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CES-MG), em conjunto com o Conselho Local de Saúde do Hospital Infantil João Paulo II. O encontro contou com a presença da presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Renata Ferreira Leles Dias, do novo diretor do Complexo Hospitalar de Urgência (Chu), que reúne os hospitais João XXIII e João Paulo II, Claudinei Emídio Campos, e do diretor assistencial da Fhemig, André Luiz de Menezes. Também estiveram presentes representantes do Conselho Estadual de Saúde, do Conselho local de Saúde do Hospital Infantil João Paulo II.

A pauta central da reunião foi o projeto do futuro Complexo de Saúde Hospital Padre Eustáquio (Hope), unidade que a Fhemig pretende construir e que vai reunir a estrutura de outros quatro hospitais da rede estadual.

Preocupações com terceirização e redução de serviços


Durante o encontro, o Sinmed-MG manifestou, em nome da categoria médica e em sintonia com o controle social, preocupações com os riscos que o projeto do Hope pode representar. Para o sindicato, a unificação de quatro hospitais em uma única estrutura não pode significar o fechamento de nenhum serviço assistencial já existente, especialmente no atendimento a doenças raras, internações e maternidade.

“A criação desse novo hospital tem que vir para somar, para aumentar o número de leitos disponíveis à população, respeitando os servidores efetivos das unidades envolvidas. Não podemos aceitar que esse projeto se transforme em mais um capítulo de precarização e terceirização do serviço público de saúde”, afirmou Cristiano Maciel, diretor de Mobilização do Sinmed-MG.



Fechamento do pronto atendimento do Hospital João Paulo II

Outro ponto de forte preocupação levantado pelo sindicato foi o fechamento do pronto atendimento do Hospital Infantil João Paulo II. De acordo com o desenho atual do projeto, o Hospital Padre Eustáquio não contará com unidade de pronto atendimento própria: será um hospital de “porta fechada”, recebendo pacientes exclusivamente por transferência das UPAs, do SAMU e da Central de Leitos.

Diante desse cenário, o Sinmed-MG apresentou uma série de reivindicações à direção da Fhemig. A primeira delas é que os pacientes acompanhados nos ambulatórios de doenças raras tenham acesso livre e direto ao novo hospital, mesmo sem a existência de um pronto atendimento, garantindo uma porta de entrada própria e evitando que esse público fique sem referência dentro da rede.

O sindicato também defendeu que a estrutura de apoio e retaguarda às UPAs seja significativamente reforçada, para suportar a demanda que, hoje, é absorvida pelo pronto atendimento do João Paulo II.

Por fim, o Sinmed-MG cobrou que, uma vez fechado o pronto atendimento do João Paulo II, seja definida uma nova unidade de pronto atendimento de maior complexidade, que também ofereça campo de estágio para médicos residentes, preservando a formação em residência médica na região.

“Não temos como aceitar que o encerramento do pronto atendimento do João Paulo II deixe esse público sem retaguarda, especialmente os pacientes de doenças raras, que dependem de um vínculo contínuo com o hospital. E precisamos garantir que a residência médica, fundamental para a formação de novos profissionais, não seja prejudicada nessa transição”, reforçou o diretor Cristiano Maciel.

Sinmed-MG segue acompanhando o processo



O Sinmed-MG reafirma seu compromisso de acompanhar de perto cada etapa do projeto do Hospital Padre Eustáquio, em defesa da ampliação (e não da redução) dos serviços assistenciais oferecidos à população mineira e da valorização dos médicos e demais profissionais de saúde envolvidos no processo.

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