Em reunião realizada pelo Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) no dia 17 de junho, os médicos especialistas vinculados à rede secundária de saúde da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) manifestaram rejeição às diretrizes de sobreagendamento impostas pela gestão municipal.
A mobilização da categoria foi motivada pela recente Nota Técnica da Secretaria Municipal de Saúde, que determina a inserção compulsória de vagas extras (regime de overbooking) nos turnos de atendimento especializado.
A reunião, que foi conduzida pelo presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), André Christiano dos Santos, contou com a participação do diretor de Campanhas e conselheiro do Conselho Regional de Medicina (CRM-MG), =, Samuel Pires, do vice-presidente do CRM-MG, Victor Melo, e da assessora jurídica do sindicato, a advogada Priscila Vieira da Braga Lobato Advogados (escritório parceiro do sindicato).
Impacto direto da política de atendimento em massa na qualidade do ato médico
Na ocasião, médicos de diversas especialidades relataram o impacto direto da política de atendimento em massa na qualidade do ato médico. Soma-se a isso a instabilidade crônica e a lentidão do SIGRAH e a disparidade regional na tolerância de atrasos, que obriga profissionais a estourar suas cargas horárias contratuais, gerando adoecimento e risco real de processos ético-profissionais.





