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    Médicos vinculados à PBH rejeitam proposta da gestão municipal e aprovam paralisação de 24 horas para o próximo dia 10 de junho

    Publicado no dia 3 de junho de 2026

    Reunidos em Assembleia Geral Extraordinária no dia 2 de junho, os médicos vinculados à Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH) rejeitaram por ampla maioria a contraproposta apresentada pelo executivo municipal para a campanha salarial de 2026.

    A adesão dos médicos na assembleia foi um reflexo direto do desfecho negativo das discussões ocorridas na manhã do dia 2 de junho. Na ocasião, o diretor-presidente do sindicato, André Christiano dos Santos, o diretor de Campanhas, Samuel Pires, e a assessora jurídica da entidade, Priscila Vieira, da Braga Lobato Advogados (escritório parceiro do sindicato), participaram de uma reunião com a gestão para discutir os pleitos da categoria. No entanto, a prefeitura ratificou apenas o reajuste de 4,11% sobre o salário-base, insistindo em não estendê-lo aos contratos administrativos e sem apresentar qualquer outro avanço na pauta negocial.

    Diretor-presidente, André Christiano dos Santos, o diretor de Campanhas, Samuel Pires, e a assessora jurídica da entidade, Priscila Vieira, na reunião com a gestão

    Diante do impasse e da rigidez da gestão, a categoria aprovou na assembleia a deflagração de uma paralisação de 24 horas, com início às 7h da manhã do dia 10 de junho (quarta-feira) e término às 7h do dia 11 de junho. O movimento será unificado com os demais servidores da saúde municipal e abrangerá a suspensão das atividades na atenção primária, na rede secundária com a manutenção dos atendimentos de urgência e emergência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais.

    Participaram da assembleia, além do diretor presidente, André Christiano e o diretor de Campanhas, Samuel Pires, também o diretor Jurídico Artur Oliveira e o diretor Financeiro, Alex Ribas.

    Falta de isonomia gera indignação entre os médicos

    Durante o encontro, os médicos se mostraram indignados com a quebra de isonomia promovida pela prefeitura. “A gestão ofereceu o índice linear de 4,11% (correspondente ao INPC), na data-base de maio de 2026. Para o conjunto dos servidores da saúde haverá um acréscimo de 3% previsto para dezembro, exceto médicos e cirurgiões-dentistas, além de discriminar os profissionais sob regime de contrato temporário que terão 0% de reajuste”, explica o diretor-presidente do sindicato, André Christiano dos Santos.

    O desmonte silencioso na saúde, evidenciado pela não renovação dos contratos temporários, a falta de segurança nas unidades com a retirada de postos fixos da Guarda Municipal e as falhas crônicas no prontuário eletrônico SIGRAH também foram relatados pelos médicos da PBH.

    Contraproposta com pilares considerados inegociáveis pela categoria

    Um ofício do Sinmed-MG já foi encaminhado ao prefeito Álvaro Damião, ao secretário de Saúde Miguel Paulo Duarte Neto e ao secretário de Planejamento Bruno Passeli. O documento formaliza a paralisação e apresenta uma contraproposta dinâmica com pilares considerados inegociáveis pela categoria.

    Os médicos exigem a isonomia salarial por meio da aplicação do índice complementar de 3% em dezembro, garantindo o mesmo tratamento dado aos demais servidores da Saúde, além da extensão integral do reajuste aos contratos administrativos. No combate à precarização, a pauta inclui a convocação dos aprovados no último concurso público e a reintegração imediata dos médicos que tiveram os contratos temporários finalizados. Os profissionais cobram também o pagamento imediato do incentivo da Atenção Primária referente a 2024, cujas verbas federais já estão nos cofres municipais, o fim da política de sobreagendamento (overbook) na Rede Secundária e o compromisso obrigatório de avançar nas discussões das pautas não remuneratórias ainda este ano.

    Uma nova Assembleia Geral Extraordinária já está oficialmente convocada para o próprio dia 10 de junho, às 19 horas, por videoconferência. O objetivo será analisar eventuais novas propostas da gestão municipal e deliberar sobre a continuidade do movimento reivindicatório.