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UPA Norte foi inaugurada sem condições adequadas para atendimento à população e ao trabalho médico. Em reunião com o corpo clínico, Sinmed-MG levanta pauta de reivindicações

18 de agosto/2020——Médicos da nova UPA Norte, inaugurada dia 7 de agosto,  procuraram o Sinmed-MG para denunciar várias situações que mostram que a unidade de pronto atendimento não está em condições de atender adequadamente a demanda da população e o trabalho médico.

O assunto foi discutido em reunião, convocada pelo sindicato, com o corpo clínico, via videoconferência, ontem, 17 de agosto, quando os médicos apontaram vários problemas na estrutura e funcionamento da unidade, entre eles: falta de segurança interna e externa, funcionamento precário do laboratório, estrutura inadequada nos consultórios e estar-médico, problemas nos banheiros, vestiários e falta de ventilação.  Para se ter uma ideia, a UPA foi inaugurada sem equipamento de Raio X, essencial para o atendimento dos pacientes.  Segundo eles, a situação se torna ainda mais grave, considerando o momento de pandemia do coronavírus.

Por decisão da categoria, o sindicato vai agendar, na próxima segunda-feira, 24, uma reunião por videoconferência com a gerente da unidade, para discutir os problemas e as providências que serão tomadas ou estão em curso para solucionar os graves problemas apontados na reunião.

Obra se arrastou por mais de uma década

Na sexta-feira passada, dia 14 de agosto, o presidente do Sinmed-MG, Fernando Mendonça; o secretário-geral, Jordani Machado; e a diretora financeira, Ariete Araújo, visitaram as novas instalações para conhecer de perto as condições de trabalho dos profissionais. Mesmo antes da nova UPA ser inaugurada, o sindicato nunca deixou de acompanhar a evolução das obras e já tinha alertado para alguns problemas que a unidade poderia ter.

Lembramos que a inauguração da nova UPA Norte foi uma promessa do atual prefeito, Alexandre Kalil, logo que assumiu a gestão da PBH e só agora saiu do papel. As obras, que já se arrastavam por mais de uma década, foram paralisadas desde 2016 e retomadas em 2019, tendo um custo de aproximadamente R$ 14 milhões.

 A população da regional era atendida no antigo endereço de funcionamento da UPA Norte, localizada no Bairro Primeiro de Maio, e frequentemente era alvo de queixas por parte dos usuários porque não comportava o número de pacientes.